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Historia de una injusticia: los casi 17 meses de Miguel en prisión y los 15 de Telmo.

Jueves 31 de mayo de 2012. Nodo50 | Descargar artículo en PDF

Por Luisa Cuevas Raposo

Miguel pasó casi 16 meses en prisión y se encuentra en libertad bajo fianza. Telmo lleva casi 15 meses encarcelado y se encuentra en este momento en la carcel de Topas (Salamanca).

Miguel Nicolás, trabajador afiliado a la CUT, es detenido el 15 de diciembre de 2010 acusado de haber atacado una oficina del INEM. El verdadero delito de Miguel es su participación activa en las diversas huelgas del metal y en la huelga general del 29 de Septiembre de 2010. Su coherencia en la defensa de los intereses de la clase obrera y su lucha organizada contra el capitalismo es lo que realmente temen nuestros enemigos.

Miguel fue liberado el de mayo de 2012 tras abonar 3.000,- euros de fianza, habiendo sufrido dispersión -pasó por A Lama (Pontevedra), Villabona (Asturies) y Zuera (Zaragoza)-, aislamiento, denegación de visitas, etc., toda la batería de medidas represivas que el estado tiene dispuestas para aplicar a las personas que luchan contra la injusticia y la opresión.

Telmo es detenido el 9 de marzo de 2011 y continúa en prisión. Telmo es, en el momento de su detención, Secretário Comarcal de la Central Unitária de Trabalhadores/as de Vigo (CUT). Su delito, ser obrero metalúrgico (en paro) y luchador comunista galego.

Telmo además participó en diversos movimientos sociales en defensa de la tierra, luchador vecinal, presidió la Asociación Cultural de Coruxo, …. en definitiva una defensor honrado y coherente de su país y su clase.

Telmo Varela Fernandez
Centro Penitenciário de Topas
Ctra. N-630 Km 314 Módulo 2
37799-Las Abrigadas-Topas (Salamanca)

Biografia de Telmo Varela

Nasceu a paróquia viguesa de Corujo a 13 de abril de 1955, no seio de umha família de mae labrega e pai operário do naval.

Aos quinze anos, começou a trabalhar de moço num comércio de roupas. Um ano depois, entrou a trabalhar com o seu pai no estaleiro Freire.

Aos dous meses, toca-lhe viver a sua primeira greve, em protesto polos assassinatos de Ferrol de 10 de março de 1972. Este facto e o exemplo de classe do seu pai fai que logo despertem inquietaçons políticas e sociais.

No setembro vermelho do ano 72, já participa ativamente na greve geral de Vigo, que durante quinze dias paralisa toda a comarca e onde se implementam por vez primeira táticas de guerrilha urbana. Grupos de 50 ou 60 pessoas “saltavam” simultaneamente em diferentes pontos da cidade, trazendo em xeque a polícia.

No transcurso desta luita, conhece a dirigentes obreiros como os irmaos Colaço, Moncho “o Dentes”, Benedito de Barreras, Anjo Guisande de Ascón e, naturalmente, a Xosé “Óscar” e Bráulio de Freire. Todos eles líderes naturais do setembro vermelho e dirigentes da Organizaçom Obreira. Mais tarde, conhece Hierro Chomón e Alonso Ribeiro, dirigentes comunistas que influírom muito na sua militáncia.

A finais do ano 1974 produzirom-se várias detençons, entre eles Bráulio e Guisande, e para eludir a repressom policial passa à clandestinidade e vai trabalhar para Ferrol.

Conhecendo pessoalmente dirigentes obreiros das luitas de março de 72, como Secundino do Pico, despedido de Bazán, detido e torturado selvagemente.

A inícios do ano 77, em plena Transiçom política, incorpora-se aos GRAPO e em setembro desse mesmo ano é detido em Madrid, quando estava a colocar umha bandeira republicana com explosivos-trampa. Resulta ferido de bala e é torturado durante 8 dias na DGS, apesar das feridas.

Passa três anos na prisom. Som três anos mui convulsos. Estava-se em plena Transiçom, a rua fervia e os cárceres também. As prisons ardem, há motins quase a diário. Participa em várias greves de fame e em várias tentativas de fuga

Está na prisom de Samora quando a famosa fuga dos cinco máximos dirigentes dos GRAPO: Cerdán Calixto, Abelardo Colaço, Martín Luna (os três assassinados pola polícia), Bretons Beneito e Hierro Chomón.

Sai da prisom de Samora no ano 1980, incorporando-se de imediato aos GRAPO. Em novembro deste mesmo ano, é detido em Sevilla. De novo é ferido de bala e torturado durante cinco dias.

Umha vez na prisom, participa em diversas greves de fame e em vários protestos para melhorar as condiçons de vida na cárcere, o que provoca que o transfiram constantemente de prisom.

No ano 1990, em represália por ter estar em greve de fame em contra da dispersom dos presos e presas políticas, é transferido da prisom de Sória a de Ceuta.

No ano 1991, disvincula-se por completo ds GRAPO e permanece preso até o ano 2001.

Desde o ano 1998 até a sua libertaçom, está em terceiro grau (regime aberto), saindo polo dia para trabalhar e pernoitando na prisom.

Encontra trabalho de eletricista no naval, e volta de novo às suas origens. Um setor com o qual sempre se sentiu identificado e à vontade.

Aos poucos meses de sair da prisom, filia-se à CUT, começando a participar em todos os conflitos do metal e do naval até a sua detençom a 9 de março de 2011.

Além da luita sindical, participa ativamente na luita vicinal, chegando a ser durante dous anos presidente da associaçom vicinal de Corujo, no período em que houvo umha forte oposiçom vicinal ao PGOM e umha luita mui interessante e eficaz contra a chamada "ronda de Vigo".

Nesse mesmo período, por iniciativa da associaçom vicinal, criárom-se várias comissons: de saneamento, ’Ronda nom’ e a comissom vicinal de atingid@s pola depuradora. Telmo tivo um destacado papel numha das luitas vicinais mais importantes de Vigo.

Por esta luita vicinal foi processado, junto a oito dirigentes vicinais, sendo julgado em 2008 e condenado a pagar umha multa.

Também foi presidente do CRAC de Corujo (centro cultural) desenvolvendo atividade para aproximar a juventude de iniciativas lúdicas e culturais.

O sistema nom perdoa quem se atreve a desafiar as suas leis e normas, por isso segue preso e se assanham com ele.

Desde que foi detido, já passou polas prisons da Lama, Dueñas (Palência) e Topas (Salamanca).

O sistema carcerário é concebido para destruir a pessoa, submetê-la e humilhá-la. Por isso é fundamental, na prisom, conservar a dignidade e seguir luitando contra as humilhaçons.

http://csamt.blogspot.com.es/p/biog...

365 dias preso por defender a classe obreira
Telmo liberdade!

http://csamt.blogspot.com.es/2012/0...

Comunicados, escritos desde prisión, apoyos internacionales, concentraciones, ….......

http://csamt.blogspot.com.es/

Solidaridad de Telmo con preso independentista: Escrito de Telmo Varela em apoio a Eduardo Vigo

http://www.ceivar.org/nova/index.ph...

Carta de Telmo Varela desde a prisom de Dueñas (octubre 2011)

http://www.ceivar.org/nova/index.ph...

8 de maio de 2012
Miguel homenageado em Vigo

Tal como temos informado, Miguel Nicolás, após passar dezassesis meses nas prisons espanholas sem ser julgado, foi libertado quarta-feira 2 de maio após pagamento de umha fiança de 3.000€.

Na tarde da sexta-feira 4 de maio recebeu um caluroso recebimento no emblemático bairro viguês do Calvário. A iniciativa promovida polo CSAMT foi organizada sob a legenda “Bem vindo à Pátria camarada!”.

Eram perto das 20 horas, quando entre enorme expetaçom, acompanhado por Raúl Palomanes e Rebeca Bravo, Miguel entrava pola rua Urzaiz sob os acordes do Hino do Antigo Reino da Galiza entre um corredor de bandeiras comunistas e da Pátria. O preso político galego foi recebido num entusiasta ambiente de gritos de alegria e solidariedade por camaradas e amizades.

Após receber um ramo de flores, as bem-vindas à Patria foi entoado o Hino nacional. Posteriormente a camarada Rebeca Bravo, em nome do CSAMT, agradeceu a todas e todos os presentes o arroupe emprestado a Miguel, a perserverância mantida para lograrmos a sua liberdade.

Entre gritos de “Telmo liberdade!”, “Nom pode ser obreiros na cadeia, corruptos no poder” Raúl Palomanes enquadrou o incremento da repressom e criminalizaçom da luita obreira como parte consubstancial da crise capitalista. Incidiu na necessidade de reforçar a luita, da organizaçom operária e nacional, do combate contra o Capital. Manifestou que Miguel forma parte da melhor tradiçom da luita obreira e popular do Vigo proletário. Entre gritos de “A luita é o único caminho” Miguel agradeceu a todas as pessoas a presença neste ato popular e reclamou a liberdade de todas e todos os presos políticos galegos.

Depois de cantar a Internacional Davide Pichel entregou umha placa de granito na que aparece gravada a fouce e martelo no interior do mapa nacional da Galiza.

Posteriormente dúzias de pessoas acompanhárom a Miguel numha ceia solidária realizada no centro social Lume!.

2 de maio de 2012
Preso político galego Miguel Nicolás livre!

Hoje, após pagamento de umha fiança de 3.000€, foi excarcerado o preso político galego Miguel Nicolás Aparício.

Detido em dezembro de 2010 num operativo “antiterrorista” Miguel passou mais de dezasseis meses preso nas cadeias da burguesia espanhola. Atualmente, logo de passar pola Lama e Villabona (astúrias), estava na prisom de Zuera, Zaragoza.

 O seu “delito” foi ser coerente e conseqüente na defesa dos interesses da classe trabalhadora, luitar de forma organizada contra o capitalismo.

 Miguel estivo dezasseis meses sem julgamento e submetido à política de dispersom que provocou o seu paulatino afastamento da Galiza. Agora Miguel acha-se agora em liberdade provisória a espera de juízo.

A constáncia e perseverança mantida na reivindicaçom da liberdade de Miguel, na denúncia da violaçom dos direitos básicos a que foi permanentemente submetido por parte do Estado espanhol, tem sido um fator determinante à hora de conseguirmos libertá-lo.

Hoje finalmente volta a estar na Pátria e com o seu povo.

O Comité de Solidariedade e Apoio a Miguel e Telmo (CSAMT) congratula-se de termos o Miguel novamente connosco e agradece o conjunto de pessoas, entidades e organizaçons que nestes dezasseis meses de forma constante tenhem contribuído na luita pola liberdade de Miguel saindo a rua, colaborando economicamente, respaldando as iniciativas que mantivérom acesso o facho da sua liberdade.

Embora hoje é um dia feliz nom devemos dar por concluída a nossa luita. O camarada Telmo Varela continua preso no cárcere espanhol de Topas (Salamanca) e mais seis patriotas galeg@s seguem encarcerad@s sob as gadoupas da Espanha.

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