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Galiza, junta pola sua liberdade no Dia da Pátria

Viernes 24 de julio de 2015. Nodo50 | Descargar artículo en PDF

Fuente: Diário Liberdade

O Diário Liberdade vai acompanhar ao vivo das ruas de Compostela as mobilizaçons de 24 e 25 de julho, que tenhem a oportunidade de ser históricas.

Durante os dias 24 e 25 repórteres do Diário Liberdade acompanharám em vídeo as mobilizaçons na capital da Galiza.

Os e as leitoras poderám participar ativamente no acompanhamento informativo enviando textos, fotografias, vídeos ou comentários que acharem interessantes para info@diarioliberdade.org.

Unidade no Dia da Pátria

O facto que, sem dúvida, marcará o Dia da Pátria deste 2015 é a unidade no nacionalismo que haverá nas ruas da capital galega. A experiência juvenil de 2013 e 2014, que repete neste 2015 sob a legenda ’Venceremos nós’ a sua convocatória unitária, tem a sua traduçom agora para as organizaçons de referência do nacionalismo.

A multidom de movimentos ao longo dos meses e semanas prévias, propiciado polo lançamento de um manifesto promovido por três pessoas provenientes de diferentes ámbitos de defesa da naçom galega sob um ponto de vista progressista, acabou nos últimos dias na convocatória de umha mobilizaçom conjunta sob a legenda ’A naçom galega’.

Dia 24: Cadeia humana e manifestaçom juvenil

Já é patente nas ruas de Compostela a atividade de agitaçom com que a Coordenadora Juvenil (que integra Agir, Briga, Comités, Galiza Nova, Isca e LEG, com as incorporaçons de Terra e Xeira e as desapariçons de Adiante e AMI no último ano) prepara o prinicipal ato de dia 24. A manifestaçom juvenil unitária ’A mocidade galega pola independência. Venceremos nós’ sairá da Alameda compostelana às 20h00, "para manifestarmos a firme intençom de construir a nossa própria liberdade, para nós e para a nossa naçom"para manifestarmos a firme intençom de construir a nossa própria liberdade, para nós e para a nossa naçom".

Heitor Naia, saudava nos dias passados este Dia da Pátria com umha carta Um dessas pessoas presas, Heitor Naia, saudava nos dias passados este Dia da Pátria com umha carta.

De noite haverá tempo para a celebraçom, com a Jornada de Rebeliom Juvenil organizada por Briga na Faculdade de Engenharia Química, que terá a Nao, Ultraquans, Malas Herbas e Oliba Gorriak como atraçom. O Festigal, como é natural, traz mais um ano o programa mais forte da noite de 24 de julho.

Dia 25: A naçom galega

Mas se as atividades de dia 24 som importantes, o que dá a este Dia da Pátria a oportunidade de se converter num fito histórico é a unidade por volta das manifestaçom principal, que sairá às 12h00 da Alameda de Compostela no dia 25 de julho. Aliás, na hora prévia à saída dessa manifestaçom o Diário Liberdade terá no local umha pequena bancada em que agradecerá a vista de leitoras e leitores para conversar ou dar apoio ao projeto.

Sob a legenda de mínimos ’A naçom galega’, a faixa juntará todas as principais forças políticas do nacionalismo galego, e especificamente as duas com maior peso neste momento: BNG e Anova, para além de pessoas a título individual - que serám as que estejam à cabeça da manifestaçom e pretendido sujeito principal da mesma - e diferentes organizaçons do independentismo, como Agora Galiza, Causa Galiza ou Primeira Linha entre outras. Mesmo forças nunca antes destacadas pola defesa dos interesses nacionais da Galiza, como a espanholista IU, fôrom arrastadas desta vez pola convocatória.

O manifesto lançado inicialmente por três pessoas de diferentes ámbitos do nacionalismo, deu finalmente nesta convocatória que passou por achegamentos e afastamentos sucessivos, e cujo impulso final veu de um segundo manifesto intitulado ’Nós, de vam@s junt@s’, que ganhou forte adesom social, e em que Séchu Sende, Teresa Moure e Igor Lugris explicavam a necessidade de reivindicar em conjunto umha Galiza independente, socialista e feminista.

Multidom de organizaçons e coletivos expressárom já as suas posiçons para este Dia da Pátria, entre os quais Agora Galiza, o Causa Galiza, Corrente Vermelha, Primeira Linha ou a já dissolvida Nós-UP, e mesmo sindicatos de classe como a CIG e a CUT, e, em geral, a unidade por volta desta data é bem recebida, logo de um ano em que o ascenso do reformismo espanhol - que pede já abertamente fagocitar sob as suas marcas as opçons parlamentares galegas - se tem combinado com a desintegraçom do espaço independentista e a morte de organizaçons como a AMI ou Nós-UP.

Haverá que esperar até domingo para confirmar o impacto real da aposta unitária, a adesom despertada e os cenários a que poderá conduzir para o futuro.

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